terça-feira, 11 de agosto de 2009

Andamentos



Isto tem estado algo parado, hein? Ao contrário, eu tenho andado num rodopio. Na última semana estive pelo Andanças a saltitar. Começava às quatro da tarde e acabava às quatro da manhã. Foi duro, devo confessar. Ver aqueles professores de Tango Argentino (verdadeiras bombas de sensualidade) ou então na secção África, os neguinhos a kizombar. Foi muito duro (suspiros). Foi uma semana deveras cansativa.

Este era o professor de funk...Take a look.




(Também foi muito duro assistir às aulas dele)




Fiquei fã do Andanças. Primeiro porque a pequena aldeia de Caravalhais é um paraíso perdido no meio da serra. Em segundo, porque se vive um ambiente descontraído. Harmonia mundial, mano. E em terceiro, mais do que os festivais de música, em que apenas se assiste a concertos e se mete cerveja para o bucho, no Andanças fazemos alguma coisa. Não se fica só a olhar. Os corpos movimentam-se e até os pés de xumbo pedem ajuda, mas não ficam parados.



Acho que é esta a fórmula de sucesso do Andanças. Em que se anda de caneca ao pendurão na cintura para não usar copos de plástico, em que tomamos banhos refrescantes no meio do recinto sem saber onde vem a água (passado um dia, lá descobri que havia chafarizes instalados ao pé das tendas) e em que as noites acabam por norma na tenda seis a dançar kizomba ou músicas do falecido Michael Jackson.



Entretanto, acho que tenho uma certa queda para o Tango, alguma para as danças cabo-verdianas e quase nenhuma para as sevilhanas. Falei durante toda semana inglês e quando ficava cansada, resignava-me ao silêncio ou ao sorriso. Houve uma vez, em que fui ao bar e pedi um maço de tabaco em inglês. Foi algo de espantoso, logo a seguir à proeza de demorar quase 5 horas a montar duas tendas, sendo que foi preciso ajuda de terceiros. O nosso vizinho Luís, um santo, e que andava à rasca de dinheiro. Ouvi-o por várias vezes a fazer ultimatos aos pais para lhe trasnferirem dinheiro pra conta. Fiquei com pena depois do que ele fez por nós. Quatro pobres raparigas, sendo que duas nunca tinha acampado na vida. Mas estamos em crise, meu caro!

Depois desta semana de campismo estou pronta para a guerra. E agora de volta ao trabalho! É como diz o meu professor de Danças de novas raízes africanas: "Brincadeirinha tem hora, minha gente!"

1 comentário:

Daniela disse...

Cátia, tu animas-me! Ler este blog é vitamina :D