segunda-feira, 30 de agosto de 2010
20 años
Esta curta é uma delícia. Quando se pensa que já terminou consegue surpreender ainda mais. Adoro os detalhes. Esta curta, que reaviva um clássico da música cubana, pertence a Bárbaro Joel Ortiz
Até muito breve!
A pedido de várias famílias, que por acaso só foram duas, uma de Barcelos e outra da Madeira, estamos de volta! Embora que a meio gás, porque não há tempo para mais. Mas em breve postarei todos os dias.
Enquanto há força
No braço que vinga
Que venham ventos
Virar-nos as quilhas
Seremos muitos
(...)
Zeca Afonso
Enquanto há força
No braço que vinga
Que venham ventos
Virar-nos as quilhas
Seremos muitos
(...)
Zeca Afonso
terça-feira, 27 de julho de 2010
Say Whisky!

Como é que um filme que estreia em 2003 só chega cá em 2010? É fácil! Está em Portugal. Welcome my friend!
Vi-o no mês passado e tenho vindo a adiar esta posta. O filme é urugaio e aborda a vida de um homem de 60 anos que é o rei da monotonia. Aquelas personagens, que não são assim tão raras, e que nos fazem bocejar minuto sim, minuto não.
Embora seja uma comédia, o filme é um retrato sublime sobre a solidão.
domingo, 25 de julho de 2010
Ah! O Amor!
O realizador (fotógrafo) do documentário «Home», Yann Arthus-Bertrand, fez cerca de 5 mil entrevistas, visitando desde 2003 mais de 70 países. Eis o resultado. Um trabalho simples e magnífico que descobri na RTP2. O retrato dos nossos dias. «6 billion others»
Se me perguntassem neste momento: "O que é o Amor?". Não saberia a resposta. São aquelas perguntas banais, para as quais não tenho a resposta na ponta da língua.
Atentem aos senhores da Nova Orleães e Itália.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Leituras de Verão

Terminado o Ruído do Branco e o The Office e para dar resposta às minha insónias, que têm contribuído para tornar mais visível a minha ruga de expressão, eis a minha mais recente aquisição. Dizem que é o melhor livro de Ballard. Vamos lá provar d'«A Bondade das Mulheres» entre uma ida à praia e a toma de Ben-uro-n para as dores de dentes.
Descobri que o Brasil deve ser o país com o maior número de pessoas a usar aparelho. Não só têm fóruns sobre o assunto, como têm sites em que se pode simular a cor das borrachinhas. O pior de tudo. Eu já fiz a minha própria simulação.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Os deuses devem estar loucos
Em português, o «PSD Must Be Crazy». Uma comédia protagonizada por Pedro Passos Coelho, um galã foleiro que sonha afundar um país.
Retirar da Lei Fundamental as expressões "tendencialmente gratuito" no capítulo da saúde e "sem justa causa" na proibição dos despedimentos. What a...
Uma idiotice que junto à minha imensa dor de dentes e ao facto de ter colocado elásticos cor-de-rosa no aparelho que, finalmente, encontrou a sua alma gémea. Isso mesmo. A parte inferior. O meu drama está completo.
Retirar da Lei Fundamental as expressões "tendencialmente gratuito" no capítulo da saúde e "sem justa causa" na proibição dos despedimentos. What a...
Uma idiotice que junto à minha imensa dor de dentes e ao facto de ter colocado elásticos cor-de-rosa no aparelho que, finalmente, encontrou a sua alma gémea. Isso mesmo. A parte inferior. O meu drama está completo.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Militante por um mundo melhor

O jornalismo é a profissão mais bonita do mundo por causa disto. As pessoas. As pessoas interessantes que se cruzam no nosso trabalho.
Gérald Bloncourt tem 84 anos e é fotógrafo desde 1946. Fotografou os emigrantes portugueses em França entre as décadas de 50 e 60, nos bairros de lata lamacentos da região parisiense.
Foi repórter fotográfico no jornal comunista L'Humanité, altura em que começou a retratar as cicatrizes, os rostos, as mãos dos trabalhadores.
Fotografou Charlie Chaplin, André Breton, entre muitos outros. No seu arquivo tem mais de 200 mil fotos.
Tem uma vida cheia e pinta de bon vivant. Tive o privilégio de o entrevistar.
terça-feira, 13 de julho de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
Curtas '10
Na minha passagem muito curta (a fazer jus ao nome do festival) destaco o vencedor desta edição.
"Colivia/The Cage", do realizador romeno Adrian Sitaru. Quando digo que o cinema romeno é uma caixinha de surpresas não é por acaso. O caos (língua e contexto sócio-económico) é fascinante.
Também gostei de "Talleres Clandestinos" de Catalina Molina e "Viagem a Cabo Verde" de José Miguel Ribeiro, que triunfou na Animação.
Season Six
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Welcome (Philippe Lioret)

Não me lembro de no cinema ver o drama da emigração tão bem retratado. Nem tão pouco uma história tão comovente. Bilal é um rapaz de dezassete anos que percorre três mil quilómetros a pé desde o Curdistão até Calais, no norte de França. O objectivo é, para além de fugir à guerra, reencontrar a namorada curda que vive em Londres. (No filme vista como a nova terra de oportunidades).
Só que a única forma de lá chegar é atravessando o Canal de Mancha a nado. Mais de 10 horas a nadar. Com o pouco dinheiro que lhe resta compra aulas de natação. O resto é fácil de imaginar. E creio que é por isso que o filme é tão forte. Um desfecho que, enquanto espectadores, gostaríamos de evitar. Mas é inevitável.
Fiquei completamente rendida. Um filme esmagador que nos torna pequeninos.
P.S - Já para não falar da imagem de Cristiano Ronaldo (enquanto jogador do Manchester) na cena fina.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Os felinos sempre adoráveis
Tudo por causa de uma experiência-piloto que tinha como objectivo fazer-me sorrir. Resultou.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Nina Simone
Nestas férias aprendi a (re)descobrir Nina Simone. Segundo li, a senhora era um pouco tresloucada, mas eu gosto assim. Para além do tema Wild is the Wind, de longe o meu favorito, as que seguem no meu top Nina são estas. Tão simples e tão bonitas que me fazem rodopiar. Lovely.
My Baby Just Cares for me (a mulher apaixonadíssima e feliz)
I Want a Little Sugar in My Bowl (a mulher carente, cuja relação é um tédio)
I put a spell on you (a mulher confiante, altiva, ligeiramente arrogante e acima de tudo dominadora)
My Baby Just Cares for me (a mulher apaixonadíssima e feliz)
I Want a Little Sugar in My Bowl (a mulher carente, cuja relação é um tédio)
I put a spell on you (a mulher confiante, altiva, ligeiramente arrogante e acima de tudo dominadora)
quinta-feira, 24 de junho de 2010
A caminho do fim...
Mas será que poderemos tornar as coisas melhores para os da Idade da Pedra? Somos capazes de construir um frigorífico? Conseguiremos, ao menos, saber como ele funciona? O que é a electricidade? O que é a luz?
Todos os dias, na nossa vida,experimentamos essas coisas, mas de que é que elas nos servem a partir do instante em que nos encontramos nos primórdios do tempo e não conseguimos dizer às pessoas quais são os princípios fundamentais da física, quanto mais fazer qualquer coisa que melhore as nossas condições? Dá-me só um exemplo de uma coisa que pudesses fazer neste momento? Eras capaz de fazer nem que fosse um simples fósforo com que pudesses provocar uma chama riscando-o na rocha?
Pensamos sempre que somos muito bons e modernos. Alunagens, corações artificiais. Mas se, de repente, formos atirados para trás no tempo e dermos de caras com os antigos gregos? Os gregos descobriram a trignometria. Fizeram autópsias e dissecações. Que é que tu poderias dizer a um grego da antiguidade que ele não respondesse com um «e daí?»
in Ruído Branco, Don DeLillo
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Resquícios das férias
Uma experiência electrizante, supersónica,viciante. Lola Rennt by Tom Tyker. Assim é fácil gostar de cinema alemão. A primeira versão da história é a minha favorita.
terça-feira, 22 de junho de 2010
O ano da morte de Saramago
«Há duas coisas que acontecem de cada vez que um escritor morre. Uma delas é que os seus livros são imediatamente postos nas montras das livrarias. A isto chamo eu “ossos na montra”. Agora moda nova: o escritor morre e tem logo o nome na esquina de uma rua. A rua, que podia continuar a chamar-se lindamente “Rua do Bem-te-quero” "ou Rua da Flor da Rosa", passa logo a chamar-se “Rua Fulano de Tal“, do escritor A,B ou C. A essa nova tendência chamo eu “nome à dependura”.
José Saramago, Janeiro de 1982
José Saramago, Janeiro de 1982
segunda-feira, 7 de junho de 2010
"The Suburbs"

No dia 2 de Agosto temos encontro marcadíssimo.
Entretanto, se alguém simpático quiser, eventualmente, me presentear com o novo álbum dos Arcade Fire be my guest. Avizinha-se um mês musical perfeito. Delicious.
Já se pode ouvir aqui.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
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